
Um avanço também em Rio Grande
Embora sem a mesma dimensão do caso espanhol, uma cirurgia inédita foi celebrada no interior gaúcho. O procedimento, na ala de queimados da Santa Casa de Rio Grande, reconstituiu 45% da pele de uma mulher vítima de queimadura.
Três médicos e cinco enfermeiros foram responsáveis pelo desafio de reconstituir a pele de tórax, braços e pescoço queimados em um acidente doméstico.
Nesta primeira cirurgia, a paciente recebeu pele artificial. O material enxertado é de última geração, feito com pele do calcanhar de aquiles bovino, que serve como um estímulo dérmico para um novo enxerto, que deverá ser feito em 21 dias. O procedimento foi realizado pelo SUS.
A ala de queimados da Santa Casa, que custou R$ 1,2 milhão, foi inaugurada em junho, e ainda não tem liberação do Ministério da Saúde. Mesmo assim, o transplante foi feito, pois a pele, doada por um laboratório, tinha de ser usada com urgência.
Agora, a Santa Casa vai entrar na Justiça para que possa realizar o procedimento em pacientes que estão na lista de espera.
–Vamos forçar este credenciamento – adianta o presidente da Santa Casa, Ênio Fernandez.
Por meio de assessoria, o Ministério da Saúde disse que até o momento não recebeu nenhum pedido de autorização para liberar a unidade de pele da Santa Casa de Rio Grande.
Fonte: Zero Hora